
A Confederação Brasileira de Karate-Do Tradicional, Esportivo e Educacional (CBKTE) mantém seu compromisso institucional com o verdadeiro Budo, preservando os princípios, valores e fundamentos do Karate-Do Tradicional em consonância com a cultura e a tradição japonesa.
A CBKTE desenvolve e regulamenta competições em duas vertentes complementares:
I – Karate-Do Esportivo
Com dezenas de categorias em constante aprimoramento, o Karate-Do Esportivo promove desenvolvimento técnico, desempenho competitivo e integração nacional.
II – Karate-Do Tradicional
A Confederação amplia suas ações voltadas ao Karate-Do Tradicional, implementando diversas categorias específicas, com início pelas categorias Master, valorizando os senhores faixas pretas que preservam e representam a essência do caminho marcial tradicional.
A CBKTE permanece comprometida com o crescimento contínuo, com a inovação responsável e com a preservação das raízes históricas e culturais do Karate-Do.
Origem do Karate-Do Tradicional Japonês
O Karate-Do Tradicional tem suas raízes mais profundas na ilha de Okinawa, região situada no antigo Reino de Ryukyu, onde influências culturais e marciais vindas da China, especialmente do Kenpo e do Kung Fu, se misturaram às tradições locais de defesa pessoal, conhecidas como Te (手) ou Okinawa-Te.
Durante séculos, Okinawa manteve intensa troca cultural com a China, levando ao desenvolvimento progressivo de um sistema marcial próprio, fundamentado em disciplina, simplicidade, autocontrole e eficiência técnica. Com o tempo, esse sistema começou a se estruturar em estilos, como Shuri-Te, Naha-Te e Tomari-Te, que mais tarde dariam origem aos estilos reconhecidos mundialmente.
No início do século XX, o Karate passou a ser sistematizado para fins educacionais e marcialmente refinado sob o conceito de Karate-Do (“O Caminho das Mãos Vazias”). Entre os principais responsáveis por essa transformação estão mestres como:
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Gichin Funakoshi, considerado o pai do Karate moderno, que levou o Karate para o Japão em 1922;
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Chojun Miyagi, fundador do Goju-Ryu;
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Kenwa Mabuni, fundador do Shito-Ryu;
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Choki Motobu, um dos grandes nomes do combate real (Kumite tradicional).
No Japão, o Karate-Do assumiu uma forma ainda mais disciplinada e espiritualizada, alinhando-se ao conceito de Budo — o caminho marcial que une técnica, caráter e formação moral. Dessa essência nasce o Karate Tradicional, que não se limita ao combate físico, mas busca o aperfeiçoamento pessoal e o desenvolvimento do espírito.
A prática do Karate-Do Tradicional preserva:
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a ética marcial,
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a disciplina,
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o respeito à linhagem,
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a correta execução dos katas,
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e o espírito do Budo, que orienta o praticante a crescer não apenas como lutador, mas como ser humano.
Assim, o Karate Tradicional japonês permanece até hoje como uma arte marcial que une cultura, história e valores humanos, preservando o legado dos antigos mestres e mantendo vivo o verdadeiro caminho do Budo.






